Com o lançamento do GPT-6.1 Terra, a inteligência artificial avança na execução de tarefas digitais. A novidade chega em um momento em que as empresas também precisam repensar como produzem, comunicam e apresentam suas marcas ao público.
A inteligência artificial já escreve textos, analisa imagens e organiza informações. Agora, também consegue navegar por interfaces e executar tarefas diretamente em programas. Essa é uma das principais novidades do GPT-6.1 Terra, lançado pela OpenAI em 26 de outubro de 2026.
Mas a transformação vai além das ferramentas utilizadas dentro das empresas. Enquanto a IA ganha espaço nas rotinas de trabalho, plataformas como o ChatGPT também passam a participar da descoberta de produtos e das decisões de compra. Para as marcas, isso traz duas questões importantes: como aproveitar a tecnologia para trabalhar melhor e como continuar sendo reconhecidas e escolhidas pelo público?
O que muda para o marketing e a comunicação das empresas?
Uma campanha publicitária envolve muito trabalho que raramente aparece na peça final. Existe o planejamento, a pesquisa, a organização de informações, as revisões e o acompanhamento das entregas. Quando uma empresa trabalha com várias campanhas simultaneamente, essas atividades se multiplicam.
Com ferramentas capazes de interpretar interfaces e executar comandos, parte desse trabalho operacional pode ser automatizada. Uma equipe de marketing, por exemplo, pode utilizar a tecnologia para classificar arquivos, organizar dados de campanhas, estruturar relatórios e agilizar atividades administrativas.
O resultado pode ser uma rotina mais organizada, com menos tempo dedicado a operações repetitivas e mais disponibilidade para pesquisa, planejamento, criação e análise.
E isso vale tanto para profissionais independentes quanto para equipes de marketing. A inteligência artificial pode contribuir em diferentes etapas do trabalho, desde que exista clareza sobre sua função e sobre os resultados esperados.
O cuidado está em não confundir capacidade de execução com qualidade garantida. Uma ferramenta pode produzir um texto rapidamente, mas isso não significa que compreendeu todas as particularidades do público, da empresa ou do contexto de uma campanha.
A agilidade é uma vantagem. Saber o que fazer com o tempo e os recursos disponíveis continua sendo uma decisão importante para o negócio.
Onde o branding entra nessa conversa?

Toda marca faz escolhas, mesmo quando elas não estão documentadas. Escolhe como deseja ser percebida, qual linguagem utiliza, que características valoriza e como apresenta seus produtos ou serviços.
O branding ajuda a organizar essas escolhas e transformá-las em diretrizes que orientam o negócio.
Quando uma empresa utiliza inteligência artificial em seus processos de comunicação, essas definições também podem fazer parte das instruções, dos fluxos de trabalho e dos critérios de revisão.
Pense em uma marca de cosméticos que possui uma identidade visual definida, uma linguagem própria e um posicionamento direcionado a determinado público. Ao utilizar IA para apoiar sua comunicação, ela precisa garantir que as mensagens e os materiais continuem coerentes com essas características.
Um manual de identidade visual pode orientar cores, tipografias, elementos gráficos e aplicações. Já as diretrizes de comunicação ajudam a estabelecer vocabulário, personalidade, abordagens e mensagens.
Essas referências também são importantes para orientar profissionais e ferramentas. Afinal, uma IA pode seguir instruções, mas a qualidade do resultado depende, entre outros fatores, das informações fornecidas, da maneira como a tarefa foi definida e da revisão realizada.
O próprio funcionamento dos modelos exige atenção. Sistemas de inteligência artificial podem apresentar respostas excessivamente concordantes, reforçar premissas equivocadas ou produzir informações incorretas. Por isso, utilizá-los também envolve questionar resultados, identificar inconsistências e tomar decisões com base no contexto do negócio.
Ter uma marca bem estruturada facilita esse processo. As diretrizes ajudam a estabelecer critérios compartilhados e a preservar a consistência da comunicação, mesmo quando diferentes pessoas e tecnologias participam dela.
As marcas agora também precisam pensar em como aparecem na inteligência artificial
Enquanto empresas descobrem maneiras de utilizar a IA internamente, outra mudança acontece na relação com os consumidores.
Pessoas já recorrem a ferramentas como o ChatGPT para pesquisar produtos, comparar opções, conhecer serviços e esclarecer dúvidas antes de comprar.
Em 2026, a OpenAI também ampliou sua atuação na publicidade. O ChatGPT passou a exibir anúncios em mercados como o Brasil e, em outubro, a empresa anunciou novos formatos visuais para apresentar produtos e serviços durante determinadas experiências na plataforma.
Segundo a OpenAI, em seu anúncio sobre os novos formatos publicitários, as imagens ajudam os consumidores a visualizar como produtos e serviços podem fazer parte de suas vidas, conhecer marcas e compreender seus diferenciais.
Esse movimento amplia a discussão sobre presença digital.
Sua empresa precisa comunicar para pessoas e também ser compreendida pela IA
Durante muito tempo, grande parte das estratégias de conteúdo digital esteve concentrada em mecanismos de busca, sites e redes sociais.
Esses canais continuam importantes, mas as interfaces de inteligência artificial acrescentam outras maneiras de pesquisar informações e descobrir empresas.
Isso significa que a forma como uma marca apresenta seus produtos, organiza seu site e disponibiliza informações pode influenciar sua compreensão por mecanismos de busca e sistemas de IA.
Descrições claras, informações atualizadas, conteúdos relevantes e páginas bem estruturadas ajudam a comunicar o que uma empresa oferece. Para negócios que vendem produtos, dados como características, categorias, preços e disponibilidade também podem ser importantes.
Nesse cenário, a otimização de conteúdo precisa considerar tanto a experiência das pessoas quanto a possibilidade de interpretação por sistemas automatizados.
Isso não significa escrever textos artificiais para agradar algoritmos. Informações completas, linguagem compreensível e uma estrutura bem organizada já contribuem para tornar o conteúdo útil em diferentes ambientes.
Também é importante distinguir duas situações: aparecer em respostas geradas por inteligência artificial e anunciar em espaços publicitários. Os anúncios do ChatGPT são identificados separadamente e, segundo a OpenAI, não interferem nas respostas produzidas pelo modelo.
Para as empresas, o ponto central é compreender que a jornada de descoberta está se ampliando. E uma marca precisa conseguir apresentar seu valor com clareza em todos os espaços relevantes para seu público.
Em um ambiente cheio de imagens, o cuidado visual ganha importância
A expansão da inteligência artificial também aumentou as possibilidades de produzir imagens e materiais publicitários.
Hoje, empresas conseguem experimentar conceitos visuais, elaborar apresentações e desenvolver peças com o auxílio dessas ferramentas. Essa facilidade amplia o acesso à produção criativa e oferece novas possibilidades para profissionais de comunicação e design.
Ao mesmo tempo, quando produzir uma imagem se torna mais acessível, cresce a importância de pensar no que ela comunica.
Uma fotografia de produto bem planejada, uma composição visual cuidadosa ou uma campanha com direção de arte consistente podem ajudar o consumidor a compreender características, perceber diferenciais e reconhecer uma marca.
Na publicidade, a imagem precisa apresentar o produto de maneira adequada, despertar interesse e contribuir para a experiência de quem está avaliando uma compra.
Isso exige decisões sobre composição, iluminação, enquadramento, identidade visual e contexto. A inteligência artificial pode participar de diferentes etapas desse trabalho, mas seus resultados também precisam passar por avaliação e refinamento.
O valor de uma boa direção criativa está justamente na capacidade de reunir esses elementos em uma comunicação coerente com a marca e com o público.
À medida que novas plataformas incorporam recursos visuais para apresentar produtos, esse cuidado passa a fazer parte de uma discussão mais ampla sobre competitividade, reconhecimento e experiência de marca.
Afinal, o que o GPT-6.1 Terra consegue fazer?
O GPT-6.1 Terra, anunciado oficialmente pela OpenAI, foi desenvolvido para interpretar informações visuais e executar tarefas em ambientes digitais.
Na prática, o modelo consegue compreender elementos presentes em interfaces e interagir com eles. Entre suas possibilidades estão preencher formulários, organizar informações e realizar operações em ferramentas utilizadas no trabalho cotidiano.
Imagine uma empresa que recebe dezenas de notas fiscais, pedidos de clientes e documentos todos os dias. Normalmente, alguém precisa abrir esses arquivos, conferir informações, transferir dados para outros sistemas e verificar se tudo foi registrado corretamente.
Com uma IA capaz de interagir com ferramentas digitais, algumas dessas etapas podem ser automatizadas, desde que os processos sejam configurados adequadamente.
O que os resultados apresentados pela OpenAI indicam?
No benchmark Agents’ Last Exam, que avalia tarefas profissionais envolvendo ferramentas digitais, o GPT-6.1 Terra alcançou uma pontuação 15 pontos percentuais superior à do GPT-5.6 Terra, utilizando esforço médio de raciocínio.
A OpenAI também informou que os preços padrão da API são 50% menores que os dos modelos GPT-5.6 Terra e GPT-6.1 Sol.
Os números apontam avanços em desempenho e custo nas avaliações divulgadas pela empresa. Entretanto, o resultado prático depende da complexidade das atividades, das ferramentas utilizadas e das condições de implementação.
A redução no preço do modelo também não representa necessariamente uma redução equivalente no custo total de uma automação. Integrações, configuração, manutenção e supervisão continuam fazendo parte desse investimento.
A tecnologia avança. E a gestão das marcas acompanha?

A chegada de ferramentas mais capazes exige que as empresas avaliem a maturidade de seus processos.
Antes de implementar uma automação, vale compreender como determinada atividade funciona, quais informações utiliza, quais resultados são esperados e quem será responsável pela revisão.
Na comunicação, essa análise também precisa considerar a identidade da empresa e a qualidade dos materiais que chegam ao público.
Uma publicação preparada com auxílio de IA pode conter dados equivocados. Uma mensagem automatizada pode utilizar uma linguagem incompatível com a marca. Uma imagem pode parecer visualmente interessante, mas apresentar o produto de maneira incorreta.
São situações que exigem critérios, testes e acompanhamento.
A própria OpenAI reconhece limitações e riscos associados ao uso de seus modelos, embora apresente melhorias de precisão e alinhamento no GPT-6.1 Terra.
Isso também explica por que o trabalho de uma equipe de marketing envolve responsabilidades que ultrapassam a execução de tarefas isoladas. Profissionais precisam compreender demandas, interpretar comportamentos, pesquisar, propor soluções, avaliar alternativas e acompanhar os resultados.
Ferramentas de inteligência artificial podem contribuir em várias dessas atividades. Entretanto, a capacidade de executar uma tarefa não garante, por si só, a qualidade de uma estratégia completa.
Para empresas que desejam incorporar IA à rotina, o caminho pode começar pela identificação de tarefas repetitivas, pela organização das informações e pela definição de diretrizes claras.
O objetivo é utilizar a tecnologia onde ela realmente contribui, aproveitando suas possibilidades de agilidade e organização sem abrir mão do cuidado com as entregas.
O próximo avanço também acontece dentro das empresas
O GPT-6.1 Terra representa mais uma etapa na evolução da inteligência artificial aplicada ao trabalho. Sua capacidade de interpretar interfaces e executar tarefas digitais amplia as possibilidades de automação e oferece novas oportunidades para empresas de diferentes portes.
Ao mesmo tempo, a presença crescente da IA na descoberta de produtos e serviços traz novas questões para quem administra uma marca.
As empresas precisam pensar em como utilizar essas ferramentas internamente, mas também em como apresentar informações, construir reconhecimento e desenvolver experiências consistentes para o público.
Nesse cenário, branding, comunicação, design e tecnologia passam a participar de processos cada vez mais conectados.
A inteligência artificial pode ajudar a organizar operações, acelerar atividades e ampliar as possibilidades de produção. Aproveitar esses recursos depende de compreender as necessidades do negócio, estabelecer prioridades e avaliar a qualidade dos resultados.
As ferramentas continuarão evoluindo. Para as marcas, a oportunidade está em utilizar esse avanço para trabalhar melhor, comunicar com mais clareza e fortalecer a relação com as pessoas.
Como a SALT Studio pode ajudar sua marca a acompanhar essas mudanças?
Com tantas possibilidades surgindo, saber por onde começar também faz parte do desafio. Na SALT Studio, unimos branding, design, comunicação e tecnologia para ajudar empresas a construir marcas consistentes, organizar sua presença digital e aproveitar novas oportunidades. Acompanhamos cada negócio de perto, da criação à aplicação da identidade, para que as decisões de hoje façam sentido na rotina e no crescimento da marca.
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